A unidade jundiaiense da Fundação Casa funciona desde fevereiro deste ano. Nesse período já ocorreram fugas de internos e foram feitas denúncias dando conta de que alguns dos garotos usam drogas, especialmente aqueles que fazem atividades fora da unidade. A diretora da Fundação, Elisângela Martins dos Santos, afirma que, agora, os funcionários da entidade estão mais preparados para o trabalho.
A Fundação Casa é um processo de adaptação em relação ao sistema antigo (Febem). Acredito que, no início, faltou um pouco de entendimento da equipe de funcionários sobre a proposta da Casa e sobre o modelo pedagógico, explica. Hoje, todos entendem bem essa proposta. Até mesmo os seguranças conversam com os jovens quando há algum problema. Essa integração existe sim.
A Fundação Casa de Jundiaí tem 45 seguranças divididos em quatro turnos. No total, a instituição conta com 90 funcionários e atende a adolescentes a partir de 12 anos de idade e jovens de até, no máximo, 21 anos em caráter provisório (quando é necessário esperar decisão judicial sobre qual medida o jovem terá que cumprir) e por prazo indeterminado (quando já está decidido que o jovem terá que cumprir uma medida dentro da Fundação Casa).
A proposta - Os internos da Fundação Casa têm aulas regulares, dadas por um professor da rede pública de Ensino, dentro da própria unidade. Paralelamente, há os cursos profissionalizantes, promovidos pela Associação Horizontes e pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), parceiros da unidade de Jundiaí.
Carlos Adami, professor do curso Técnico em Vendas, afirma que, aos poucos, os jovens da unidade se interessam mais pelos cursos. No começo, há um estranhamento deles (jovens) em relação ao curso, mas, ao longo do tempo, eles vão se interessando. Fazemos um trabalho de formiguinha, define. Eles acabam percebendo que o mundo é cheio de oportunidades e que só cabe a eles saber aproveitar.
Ao longo da jornada dentro da Fundação Casa, os jovens vão galgando conquistas de acordo com sua dedicação. No início, todos eles, por exemplo, usam um uniforme e têm corte de cabelo padronizado. Quem se comporta bem e se dedica pode, depois, usar roupas diferentes e o corte de cabelo que preferir. Os juízes consideram tudo o que é relatado em relação à postura dos jovens durante o cumprimento das medidas socioeducativas.
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