Notícias > ONG Horizontes utiliza a educação para melhorar a vida de muitas pessoas em três Estados brasileiros

A educação é a arma da sociedade rumo ao desenvolvimento. Nações ao redor do mundo cresceram no mercado internacional depois de investir pesado na educação e profissionalização da sua população. E é utilizando esses artifícios que a ONG Horizontes norteia seu trabalho em três Estados brasileiros: São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso. Primeira instituição nacional com reconhecimento internacional, a Horizontes aposta em inovadores projetos para ampliar sua ação na sociedade.

Presidente da ONG Horizontes, Marcelo Rocha apresenta o trabalho da OSCIP (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público) para o Jornal Cidadania. Ao longo da entrevista, Marcelo comenta a respeito dos principais projetos da instituição, além de pontuar os objetos e a importância da ação da Horizontes na sociedade.

Completando sete anos em junho, a ONG lançou um balanço de seu trabalho desde sua fundação. Criada em 2004, a Horizontes executou 80 projetos, que deram capacitação para 100 mil pessoas em mais de 80 ocupações diferentes. Além disso, inseriu no mercado de trabalho 22 mil novos empregados. Todos esses números são resultado da ação de mais de mil profissionais que atuam pela Horizontes.


Marcelo Rocha, presidente da Associação Horizontes

Confira a entrevista com Marcelo Rocha, presidente da ONG Horizontes:

Cidadania: O que é a Horizontes?
Marcelo Rocha: A Associação Horizontes é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – que desenvolve projetos visando à promoção da sustentabilidade, cidadania, inclusão social e geração de trabalho e renda por meio da educação.

Cidadania: Qual o trabalho que a Horizontes desempenha na sociedade?
MC: A Horizontes tem, atualmente, 17 projetos ativos nos estados de Santa Catarina, Mato Grosso e São Paulo, onde desenvolve um papel social ligado principalmente à capacitação profissional de jovens. Na maioria dos casos, são jovens que já estão fora da idade escolar e já desacreditados, sem qualquer perspectiva de um futuro promissor. O nosso trabalho é justamente resgatar a cidadania e mostrar novas possibilidades de trabalho e estilo de vida a esses jovens.

Cidadania: Quais os principais programas da ONG?
MC: É difícil escolher quais programas são principais, fico com três deles: Sentinela, CADE e Fundação CASA.
. O Sentinela é um projeto realizado em Florianópolis (SC) que busca preservar e garantir os direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso ou exploração sexual. Atualmente, estamos atendendo 729 casos que estavam estagnados, oferecendo atendimento psicossocial para ajudar a vítima a superar a situação de violência e, assim, resgatar a sua cidadania.
. Já o CADE (Centro de Apoio ao Desenvolvimento e ao Empreendedorismo) é a nossa mais nova aposta. É um projeto de orientação para jovens de 15 a 29 anos que buscam apoio para seus projetos culturais. Nós disponibilizamos informações sobre possíveis financiadores e também atendemos os interessados em estruturar seu projeto cultural segundo as normas do mercado.
. O projeto em parceria com a Fundação CASA talvez seja um dos mais desafiadores que a Horizontes já realizou. Tendo como público-alvo os jovens internos da instituição, levamos 144 cursos de qualificação profissional a 32 Unidades da Fundação CASA, na tentativa de promover a ressocialização desses jovens através da preparação para o mundo do trabalho em diversas áreas de atuação.

Cidadania: Qual é o perfil dos assistidos pela instituição?
MC: O público-alvo da Horizontes é composto, em sua maioria, por jovens com idade entre 15 e 29 anos. Muitos deles não completaram o Ensino Médio e o Fundamental, pré-requisito mínimo para qualquer vaga de emprego hoje em dia. É pensando na realidade desses jovens que a Horizontes desenvolve seus projetos, buscando prepará-los para o mercado de trabalho por meio de cursos que promovem a elevação da escolaridade e a capacitação profissional.

Cidadania: A ONG Horizontes é reconhecida internacionalmente. Qual o significado disso para vocês?
MC: Ter uma certificação internacional, como a norma NGO Benchmarking da SGS, é a prova de um trabalho bem feito, dentro das normas e padrões de exigência internacional. Isso nos dá mais credibilidade perante investidores e sociedade em geral e torna transparente todo o processo de gestão da ONG. Certificações como essa são importantes para a profissionalização do Terceiro Setor e aumentam ainda mais o compromisso das ONGs com a busca pela excelência em gestão de recursos e fortalecimento do seu papel social.

Cidadania: Quais os resultados obtidos até agora?
MC: Em seis anos de atuação, a Horizontes já capacitou mais de 100 mil pessoas em 80 ocupações diferentes, inseriu 22 mil no mercado de trabalho formal e forneceu bolsa-auxílio a outras 62 mil pessoas. São números expressivos, alcançados por conta da realização de 80 projetos nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso.

Cidadania: O que está nos planos para o futuro da Horizontes?
MC: Para o futuro, aguardamos novos desafios. Estamos ampliando nosso leque de atuação agora com o CADE e a tendência é ampliar ainda mais, com projetos ligados a saúde e cultura.

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